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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O Dom da Palavra

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
O mundo contemporâneo é marcado, de modo especial, pela palavra. A técnica da comunicação permite uma circulação indescritível, em volume e rapidez, da informação. A palavra é o insubstituível amálgama das relações na definição das estratégias de programas governamentais e privados, nas configurações institucionais. É a palavra também que configura, concretamente, o amor que se experimenta e faz desabrochar nos corações entendimentos e sentidos que sustentam a vida a cada dia.
A singularidade e a importância da palavra que compõe esses discursos todos é ciência própria, complexa e vasta. Exigem hermenêuticas para lidar com os desafios incontáveis das interpretações e dos sentidos que alavancam o amor, a superação do ódio, o entusiasmo pela paz e a convicção de que é preciso lutar incansavelmente pela justiça e a concórdia entre todos. Nessa avalanche tsunâmica, em se pensando que em cada cabeça há uma sentença, em cada coração um mundo e em toda inteligência infinitas possibilidades de leituras e entendimentos, fala-se muito e, muitas vezes, de forma irrefletida.
A palavra causa também descompassos, fere, destrói, prejudica, atrasa, inviabiliza. Exige ciência e amor. O amor é a fonte da verdadeira palavra. Não existe outra fonte inesgotável do amor a não ser Deus. Todo amor vem de Deus. Nenhum outro, por si e em si, é fonte do amor. Deus é amor que fala. A palavra de Deus é dom, dom de si mesmo, total e pleno. É Jesus Cristo, o Filho unigênito que se encarnou.
As páginas do Evangelho perenizam esta verdade e apontam o caminho duradouro para o amor. Dá ao amor experimentado nos corações pela força de sentimentos, a purificação e a consistência que produz vida e ilumina inteligências nos diferentes campos do saber, nas decisões importantes para a sociedade, na vida familiar e no recôndito das consciências. É preciso, pois, pensando o quanto cada qual usa a palavra, por direito e por necessidade, a cada instante da vida, voltar-se permanentemente para a fonte desta palavra que é Deus.  A Palavra de Deus é esta fonte, por ser amor é ciência insuperável.
Essa reflexão integrou o amplo horizonte motivacional que levou a Igreja Católica, no Concílio Vaticano II, 1962/65, a retomar, com a Constituição Dei Verbum, a Palavra de Deus, esta fonte para revitalizar sua vida secular. Esta retomada periódica necessária se deu em outubro de 2008, durante o XI Sínodo Ordinário, em Roma, presidido pelo Papa Bento XVI, congregando bispos delegados, religiosos, leigos, peritos, observadores e convidados do mundo inteiro. As proposições oferecidas ao Papa inspiraram em seu coração de pastor, a exortação pós-sinodal A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja.
A riqueza da palavra do Papa Bento XVI remete a todos, como convocação especial à Igreja Católica, à fonte do amor, Deus. Esse precioso documento indica caminhos de conhecimento, atenções e horizontes bem delineados para qualificar a palavra de todo aquele que crê. A Igreja Católica no Brasil recebe, portanto, uma fecundação particular, já trilhando, com mais audácia missionária, os caminhos de sua missão desde a 5ª Conferência dos Bispos da América Latina e do Caribe, em Aparecida, ao retomar a força espiritual do discipulado no seguimento de Jesus Cristo.
A Palavra de Deus em primeiro lugar é o compromisso para dar às responsabilidades, aos entendimentos e às decisões, a força que só vem de quem escuta o amor, Deus. Vale debruçar sobre a Palavra de Deus, ainda que inicialmente por razões poéticas, literárias, hermenêuticas e culturais. O resultado será o encontro mais precioso que se pode ter na vida - com Jesus Cristo. Encontro que qualifica todos os outros. A vida que vale ser vivida é duradoura, mesmo para além do tempo, quando é amor - amor que é Deus, aquele que se revela em Cristo, o Dom da  Palavra.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

 

sábado, 13 de novembro de 2010

Fé ressoa na política

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Exortando especialmente as nações ricas, o Papa Bento XVI bate sempre na tecla de que é imprescindível contemplar valores éticos nas medidas de superação da crise econômica. Esses mesmos critérios também devem ser adotados nas definições de prioridades e estratégias de funcionamento da economia. Sua Carta Encíclica Caridade na Verdade, de 7 de julho de 2009, é um tratado que argumenta o sentido e as razões de um compromisso com o desenvolvimento humano integral. 
A luminosidade desta compreensão vem, incontestavelmente, da força da fé ressoando na política, entendida como exercício de cidadania, respeito à justiça, promoção dos direitos e guardiã do bem comum. O desenvolvimento humano integral só é bem entendido e praticado quando fundado na verdade e na caridade. A palavra de Deus tem propriedades singulares para iluminar e fecundar os temas sociopolíticos, econômicos e tecnológicos.
 
Neste sentido, a Doutrina Social da Igreja Católica tem embasamentos determinantes na vivência da cidadania e nos exercícios políticos de execução e legislação. O humanismo cristão é, portanto, uma contribuição que precisa ser conhecida e praticada para favorecer as metas de um desenvolvimento sustentável no lugar de um processo depredador que acaba excluindo Deus. É grande o risco dessa tendência, ou prática da exclusão de Deus, na consideração das realidades sociais e políticas. 
 
A consequência desse caminho é um horizonte estreito e sempre sob névoas. Só o amor alarga horizontes e fecunda os critérios importantes na definição de prioridades e, particularmente, na consideração dos mais pobres e dos excluídos desta terra. A fé que precisa ressoar na política é a vivência do amor. Na sua Carta Encíclica, o Papa Bento XVI sublinha que o amor-caridade impele as pessoas a se comprometerem com generosidade e coragem, no campo da justiça e da paz. Esse amor tem força extraordinária de comprometimento e de lucidez na compreensão e na prática do bem porque tem origem em Deus. 
 
A revelação plena do enraizamento amoroso de Deus se dá em Jesus Cristo, aquele que testemunhou com a própria vida a caridade na verdade. Não se pode pretender encontrar a verdade sobre si e vivenciar uma plena adesão a esta verdade para ser livre. Neste sentido, compreende-se que a defesa e adesão à verdade é uma nobilíssima vivência da caridade. A caridade é tudo, recordando que “Deus é amor”. E não se pode exclui-la dos âmbitos social, político, cultural, jurídico e econômico, sob o risco de prejuízos irreparáveis. A caridade supera a justiça porque quem ama doa-se, e alarga a medida da justiça. Enquanto esta exige que se dê o que é de direito, a caridade é a capacidade de dar, generosamente, do que é seu. Quem ama o outro com caridade será justo para com ele. Por isso, a justiça deve ser inseparável da caridade, que é maior do que aquela. O desafio de amar pela força moral advinda da vivência autêntica da fé explicita a exigência de que amar é querer o bem do outro, trabalhar por ele e pelo bem comum. O bem comum, portanto, é exigência da justiça e da caridade. 
 
Vale ressaltar que a Igreja Católica não tem soluções técnicas, como não pretende imiscuir-se nas políticas dos Estados, respeitando a laicidade que têm. Mas, a Igreja tem uma missão a cumprir, e não pode, absolutamente, abrir mão ou ser omissa em favor de uma sociedade mais justa e solidária, comprometida com o ser humano e sua dignidade. Compreende-se a razão dessa posição, pois a Igreja tem a tarefa fundamental, e diária, de acompanhar e indicar o caminho da caridade na verdade. Ao realizar essa tarefa não mistura questões próprias da laicidade do Estado, mas fecunda uma compreensão que o Estado não pode prescindir, a visão de desenvolvimento humano integral. Ora, o Estado precisa avaliar-se permanentemente quanto ao seu poder e seu papel. A fé, pois, tem uma contribuição importante frente aos processos que mostram o crescimento da riqueza mundial e o respectivo aumento da desigualdade; a consideração da corrupção e da ilegalidade, e os desrespeitos aos direitos humanos.
 
É óbvio que a fé tem que ressoar na política, bastando pensar o desafio de preservação e respeito que é a valorização da pessoa humana na sua integridade. Assim, a fé tem iluminação para as mais diferentes realidades, evocando e remetendo a valores próprios e determinantes na fraternidade que há de fecundar o entendimento do desenvolvimento. Quando se pensa o desenvolvimento integral, fruto da ação política que determina rumos e escolhas de prioridades, remete ao sentido e configuração de direitos e deveres. À luz da fé, sua vivência e o lidar com seus valores têm uma contribuição importante. Em jogo está o respeito à vida humana, em todas as suas etapas, comprovando que há sempre ganhos quando a fé ressoa na política.
 
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
 

 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Por que chamamos de derrota?


Ganhar ou perder é algo que está propício a nos acontecer constantemente. Ganhar ou realizar-se é algo tão prazeroso que estamos sempre à procura, às vezes passamos ate por cima dos nossos limites para tal conquista. Mas e quando perdermos? Não realizar aquilo que se planejou é algo realmente frustrante para todos nós seres humanos, mas isso não quer dizer o “fim do mundo”. Sempre quando a derrota por mais que seja dura, tem algo de bom nela. Ham? Como assim? Todos nos ouvimos ou se ainda não ouviu vai ouvir “Há males que vem para o bem”. Baseado nisso podemos afirmar que, tem coisa boa mesmo estando com gosto de amargo! Normal quando ficamos tristes por uma perda, ou algo que mentalizamos tanto e não deu certo. Esse “não deu certo” significa que ainda não é hora certa. Para Deus tudo tem sua hora, não entendemos muito isso e pior não aceitamos, por mais esclarecido que seja. Ver uma pessoa feliz deveria nos trazer felicidade também, mas quando não há conhecemos não estabelecemos essa conexão ou não há essa compreensão, trazendo junto uma sensação de que você não é feliz. Poxa, onde está a essa coisa boa de perder então? Uma porta se fecha ou se abre, ou seja, quando não é concretizado é porque vem algo bem melhor, e mais na hora certa! Unbelievable! Quando você realizar aquilo que tanto quer, pode ter certeza que Deus preparou cuidadosamente tudo isso para você! Então não devemos ficar tristes ou frustrados por mais difícil que seja sua perda, pois Deus prepara algo melhor para você!

By:Lucas Assis.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Aniversario de 1 ano de juventude FVD

Um ano de Juventude F.V.D (FIAT VOLUNTAS DEI), temos motivos para comemorar? SIM! e como temos, muita luta, esforço, e dedicação de todos para o nosso primeiro aniversário acontecer.
    Foram 365 dias muitas emoções, alegrias, tristezas, trabalho,e principalmente de muita união."Faça a vontade de Deus", foi o que prezamos, e certamente o que levaremos para todos os lugares onde o grupo estiver.
Começando com uma ideia de 4 seminaristas e 3 jovens de montar um grupo de jovens na Matriz em Brumadinho, que quando tiramos do papel dia 03/10/2009 deu tudo errado, mais não desistimos.
Assim foi aumentado os integrantes, algumas pessoas queridas infelizmente não puderam continuar, mas grupo sempre esteve forte para encarar não só essas como outras adversidades. Estamos sempre em busca do "fazer o bem", com muita alegria e espírito jovem, que marca registrada em nosso grupo. Esse 1º aniversário de muitos que viram, por que somos mais que amigos, somos irmãos!
 
Parabéns!
Parabéns!
Um ano de conquistas
que vem mais uns 10!

Parabéns!
Parabéns!
FVD é mais que um grupo, somos irmãos, somos 10!



"Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé,(...)."
1Tm 4,12

Nada na vida acontece em vão

Se um dia ao acordar, você encontrasse, ao lado da sua cama, um lindo pacote embrulhado com fitas coloridas,
você o abriria, antes mesmo de lavar o rosto, rasgando o papel, curioso para ver o que havia dentro...
Talvez houvesse ali algo de que você nem gostasse muito...
Então você guardaria a caixa, pensando no que fazer com aquele presente aparentemente "inútil"...
Mas no dia seguinte, lá está outra caixa.
Mais uma vez, você abre correndo e dessa vez há alguma coisa da qual você gosta muito...
Uma lembrança de alguém distante, uma roupa que você viu na vitrine, a chave de um carro novo, um casaco
para os dias de frio ou simplesmente um ramo de flores de alguém que se lembrou de você...
E isso acontece todos os dias, mas nós nem percebemos...
Todos os dias quando acordamos, lá está, à nossa frente, uma caixa de presentes enviada por Deus,
especialmente para nós: um dia inteirinho para usarmos da melhor forma possível!
Às vezes ele vem cheio de problemas, coisas que não conseguimos resolver, tristezas, decepções, lágrimas...
Mas outras vezes, ele vem cheio de surpresas boas, alegrias, vitórias e conquistas...
O mais importante é que, todos os dias, Deus embrulha para nós, enquanto dormimos, com todo o carinho,
nosso presente: O DIA SEGUINTE!
Ele cerca nosso dia com fitas coloridas, não importa o que esteja por vir...
a esse dia quando acordamos, chamamos PRESENTE...
O PRESENTE de Deus pra nós.
Nem sempre Ele nos manda o que esperamos, o que queremos...
Mas Ele sempre, sempre e sempre, nos manda o melhor, o de que precisamos, e que é sempre muito mais
do que merecemos...
Abra seu PRESENTE todos os dias, primeiro agradecendo a quem o mandou, sem se importar com o que vem
dentro do "pacote".
Sem dúvida, Ele não se engana na remessa dos pacotes.
Se não veio hoje o PRESENTE que você esperava, espere...
Abra o de amanhã com mais carinho, pois a qualquer momento, os sonhos e planos de Deus pra você chegarão
embrulhadinhos pra PRESENTE!
DEUS não atende as nossas vontades, e sim nossas necessidades.
Que você tenha um dia abençoado, cheio da Presença de Deus, e que seu presente venha lhe trazer muita paz,
Experiências com Deus, e esclarecimentos sobre o muito que ainda temos a aprender com Ele e por Ele!
Tenham um excelente fim de semana e feriado!!!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Ser católico?!

Ter fé em Deus...
Ser católico, a religião que na minha opinião é a mais difícil de seguir...
Ser católico não é apenas fala eu vou na missa todo domingo, ser católico é ter fé na doutrina da igreja....
E o mais difícil de ter fé:
Ter fé que um pequeno pão de farinha, se transforma em o corpo de Cristo...
São tantas criticas a religião católica, mais ninguém procura saber da doutrina, do que é ser católico...
Uma coisa que ouvi esse final de semana e guardei foi um comentário:
"A igreja católica é santa e pecadora, santa por ser de Deus, e pecadora por ser formada por homens..."
A igreja católica é a igreja que Jesus criou... não foi qualquer pessoa...
Não adoramos santos nem imagens...
Veneramos Maria sim, pela sua santidade...
E os santos são exemplo de vida e intercessores nossos a Deus...
A igreja católica tem seus defeitos, como qualquer outra RELIGIÃO, 
defeitos feitos pelas pessoas q a guiam...
mais ninguém vai a uma missa, a um culto, por causa do padre ou do celebrantes, vamos por causa de Deus, de doar aquele momento pra Deus, de ter um momento com Deus...
Não sou católica por costume, opção, por comodidade...
Sou católico pela fé na igreja criada por Jesus...
Ter fé na única igreja vida... única religião que tem o Deus vivo...

Mais como se diz... cada um tem sua opinião...
FVD


                                                                                 Caroline K.